Todos tomam conhecimento da importância do dinheiro ainda na infância. Quando começam a chantagear os pais para obter um brinquedo, um doce, uma roupa e ouve coisas como: “Não temos dinheiro”, ou  “não podemos gastar dinheiro a toa”, ou ainda “o dinheiro é difícil de ganhar”. De maneira que a importância do dinheiro vai-nos impregnando ao longo da vida e aumentando a medida que nossos interesses e objetivos vão subindo  de patamar.  A primeira decisão  vem  logo no início da caminhada. Obter dinheiro de maneira lícita ou ilícita. Felizmente a  grande maioria faz a opção pela maneira lícita, pelo trabalho.  Primeiro para satisfazer as necessidades mais básicas: alimentação, abrigo, vestuário, lazer. A seguir vamos acelerar a corrida para financiar os estudos e  começar  a fazer um patrimônio: casa própria, carro, moto, poupança (mais trabalho). A etapa seguinte já inclui uma certa necessidade de status, e começa a competição com colegas, vizinhos, companheiros de trabalho, chefes. Vamos atrás da melhor casa,  melhor carro,  relógio mais bonito, companhia mais desejada, e tudo que possa nos fazer sentir “vencedores” (mais trabalho + stress). Essa situação é frequentíssima no ser humano, egoísta por natureza. Sem perceber, muitos passam do limite e não reconhecem quando já têm bastante para uma vida confortável. Não se conformam. Continuam a correr e a competir desenfreadamente. Se o vizinho compra um carro melhor, ele assume aquilo como sua nova meta. E logo, que pode dá o troco, compra um melhor ainda. Se um amigo compra uma casa boa num condomínio, ele já passa a se preocupar em ultrapassar aquela meta que nem era dele (mais trabalho + stress + ansiedade).  E quando não consegue lá vem a depressão.  Chega um ponto em que se  passa a trocar a saúde pelos objetivos profissionais e financeiros. Nesse ponto é que se deve pisar no freio, repensar tudo, reorganizar a vida, a família, os amigos que vão saindo de cena. Voltar a ter uma alimentação regular e saudável, recuperar aquele sono reparador, apreciar o belo e o simples. Prestar atenção em outras vertentes da vida além da  correria pelo  dinheiro. Se isso não for feito, corre-se o risco de ser  a pessoa  mais rica do cemitério.

2 Comentários

  1. Realmente a meta de ser o mais rico do cemitério faz com que pessoas passem pela vida juntando bens para os herdeiros gastarem. Como dizia nossa sabia maezinha – caixão não tem gavetas”. É preciso saber a hora de “juntar” e a hora de gastar, aproveitar. Esse é o real sentido da vida.

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  2. O dinheiro com certeza é muito importante, mas não passa do cemiterio. O mais brilhante de todos os banqueiros disse um dia “Não acumuleis para vós tesouros sobre a terra. Mas acumuleis para vós tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não corroem, e onde ladrões não escavam e nem roubam.” Essa é certamente a unica poupança com garantia de rendimentos após a morte.

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