O uso da palavra propina tem aumentado muito no Brasil, devido ao envolvimento de políticos e agente públicos.  Ela tem duas definições.  A primeira lícita: gorjeta, gratificação, pagamento extra voluntário ao garçon, entregador de pizza, manobrista ou a qual quer pessoa. É um ato voluntário. A segunda ilícita, considerada crime embora não apareça de forma explícita no código penal brasileiro (CPB), mas que se encaixa nos artigos 333 (corrupção ativa) e 317 (corrupção passiva). A propina ilícita ganhou notoriedade após a operação lavajato, mas na verdade vem desde o descobrimento e tem dimensões quase epidêmicas. Fiquei indignado há poucos dias ao ver dois policiais federais (PRF) serem presos em flagrante extorquindo um motorista. As pessoas ainda não estão tomando como exemplo, que poderosos estão sendo presos e julgados por corrupção. Era de se esperar que diminuísse o ímpeto dos corruptos, que tivessem medo e se acautelassem, mas não, continuam agindo da mesma forma. Parece natural, pedir ou oferecer vantagens para praticar ou omitir atos que deveriam ser de ofício, obrigatórios. Certamente haverá mudanças, o Brasil não vai mais ser o mesmo, porém essa onda de moralidade ainda precisa aumentar muito. Comparando com Países mais desenvolvidos que o nosso, fica nítida a distância que nos separa no campo da ética e do respeito às leis. Não vamos nos iludir, neles também existe corrupção, mas num nível muito menor, e quando flagrada rende punição severa aos autores. Os nossos corruptos mesmo pegos em flagrante negam cinicamente o fato, fogem dos microfones, agridem verbal e fisicamente. Se levados à justiça, utilizam infindáveis recursos podendo até mesmo haver a prescrição do crime. Foi noticiado recentemente que um influente político foi condenado a devolver aos cofres públicos dinheiro desviado da merenda escolar quando era governador, num processo que durou vinte anos. Poucos crimes superam a gravidade deste, porém o autor circula livremente pelo País dizendo nem se lembrar mais do fato, e devido à idade avançada, duvido que seja preso.

                      Cidadãos brasileiros, vamos fazer um exame de consciência e eliminar de vez de nossas condutas o “dar um café”, furar fila, estacionar em vaga de deficiente, atestado falso, e outros atos que embora pareçam pequenos, podem nos remeter à vala comum dos corruptos. Façamos a nossa parte para eliminar a corrupção, a falta de ética  e de quebra o “jeitinho brasileiro”. Só elevando seu padrão ético-moral o povo brasileiro terá força suficiente para cobrar o mesmo de seus governantes.

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