Se eu não acreditasse no Brasil, entraria em desespero. Mas acredito, portanto não vou fazer isso. Devo tudo o que tenho e sou a esse País. Não tenho o direito de abandonar o barco. Tive várias oportunidades para morar no exterior. As primeiras chegaram quando eu não ainda não tinha condições financeiras. Já naquela época tinha dívidas com a pátria. Sempre estudei em escola pública de excelente qualidade.  Tive oportunidades para fazer curso profissionalizante.  Consegui Ascenção social pelo meu próprio esforço, sem depender de apadrinhamentos ou indicações. Estudei medicina na Universidade Federal de Goiás (pública). Estruturei minha vida profissional e financeira aqui. Hoje não teria nenhuma dificuldade em partir, mas nem considero essa possibilidade. Seria um ato de covardia. Depois de aproveitar todas as chances que só um País maravilhoso e democrático (no sentido mais amplo da palavra) como o Brasil pode oferecer, me sinto em débito. E, em que pese o País tenha se tornado uma bagunça do ponto de vista político e econômico, nunca vou abandona-lo. Pretendo lutar sempre e com todas as forças para voltarmos a ser um País mais justo, mais seguro, mais harmônico. Usarei como trincheira meu trabalho, disposição e boa vontade. Pode não ser muito, mas é o que me sinto na obrigação de fazer. Nós brasileiros temos o hábito de menosprezar o Brasil, de concordar com as afirmações pessimistas e depreciativas que ouvimos de outras pessoas estrangeiros ou não. Conheço o Brasil e a alma brasileira. Não me permitirei julga-lo de maneira fria, cruel e superficial. O Brasil vive momentos difíceis e confusos. Fruto de séculos de desmandos e irresponsabilidades dos governantes, e descompromisso da sociedade com o destino. Brasileiro brinca muito, é alegre extrovertido, mas é também despreocupado, omisso e alienado. Adora fim de semana, feriadão, futebol e samba. Nada contra, mas precisamos nos levar mais a sério, e não permitir que nossa autoestima seja destruída pela desesperança. Precisamos exigir mais nossos direitos, nos comportarmos de maneira correta e ética, votar com seriedade e responsabilidade. O Brasil tem jeito. Podemos ajudar coletiva e individualmente reagindo ao pessimismo, ao invés de mergulharmos na inércia dos derrotados. Precisamos acabar com esse complexo de inferioridade em relação a outros povos e Países. Nosso País é abençoado por Deus e bonito por natureza, como diz Jorge Ben Jor. Mas parece que somos os primeiros a não acreditar nisso.

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