Não sei se sou o único a sentir uma certa melancolia com a achegada do Natal. Não tem uma explicação lógica pois Natal é tempo de festa, de comemorações pelo nascimento de Jesus. É comemorado em todas as comunidades cristãs pelo mundo afora. Mas não tem jeito. Na chegada de todo o Natal fico triste. Aquelas ceias faustosas, bebidas finas, doces, castanhas, presentes, luzes e decorações lindas. Metade de mim comemora, e outra se recolhe em seu canto, tomada pelo baixo astral. Me incomoda saber que aquela alegria não chega a todos os homens. Muitos na miséria, outros em guerra, outros na prisão outros doentes e desesperançados. Enfim, só parte dos homens tem acesso ao lado festivo do natal.

           Talvez porque seja fim de ano, e o ser humano é avesso a qualquer “fim”. De ano, de relacionamento, de dinheiro., A verdade é que sempre fico dividido. Metade comemora, a outra fica solidária aos que não tem acesso a festa. As desigualdades materiais ficam mais visíveis nessa época, e isso sempre me incomodou. O clima das propagandas e apelos comerciais aumentam muito, evidentemente visando os que “podem”. É uma competição desenfreada e selvagem. Às vezes fico imaginando: “Será que o mundo tal qual é hoje, tomado pelo egoísmo, inveja, prepotência, intolerância, pelo menos se aproxima do idealizado por Jesus? Ou teria ele deixado margens de variações para o bem ou para o mal, de maneira a testar os homens, e aprimorar suas almas?”.

          É provável que meu posicionamento mental se tenha tornado viciado ao longo dos anos. Preciso fazer a diferença entre emoções boas e ruins e não mistura-las. As ruins são mas frequentes e numerosas que as boas. Até consigo separa-las no restante do ano, mas no Natal não tem jeito, elas se misturam.

3 Comentários

  1. A biblia diz no livro de Tiago Capitulo 1 verso 17 que “toda boa dadiva e todo dom perfeito vem de Deus, em quem nao pode existir variacao e nem sombra de mudanca”. Portanto Jesus nao deixou margenm de variacao para o homem e nem mesmo esperava que o mundo fosse bom, mas sim que os homens fossem bons. Deus idealizou e criou o homem, e esse por sua vez, com o seu livre arbitrio idealizou e criou, sem a ajuda de Deus o mundo em que hoje vivemos.

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