Alertamos em texto anterior para o desligamento da opinião pública durante a copa do mundo. Essa atitude tende a favorecer aos gatunos e oportunistas de “plantão”. A confirmação veio ontem (08/07/2018), com a tentativa esdrúxula de um desembargador tentando revogar de forma autocrática, uma decisão colegiada. É bem provável que os envolvidos nessa tentativa de libertar o ex-presidente Lula sabiam que ela não prosperaria, mas mesmo assim insistiram porque em último caso poderiam tirar proveito do “factoide” criado.  Se a soltura de José Dirceu tinha sido um tapa na cara da sociedade brasileira, essa agora foi um cruzado no queixo. O povo brasileiro já demonstrou por várias vezes que é um pugilista resistente. Tem sido castigado nessa luta contra um adversário desleal, que abusa de golpes baixos e atitudes ilícitas. Acordamos do cochilo futebolístico bem a tempo. Isso porque o Brasil foi eliminado da competição, sem isso, talvez o direto tivesse nos levado à lona. Embora ainda zonzos, temos que nos recompor e continuar o combate. Nessa luta contra a corrupção, temos enfrentado inclusive fogo amigo, de setores que existem justamente para defender a constituição (STF por exemplo), mas que continuamente exploram suas brechas para favorecer interesses inconfessáveis. Mais assustador que os fatos é o cinismo. Mesmo vendo amigos indo para o cárcere, monitorados por tornozeleira eletrônica, sendo vaiados em shoppings, restaurantes, aeroportos insistem nas ações delituosas, como se nada estivesse acontecendo. Tudo leva a crer que consideram a reação popular apenas um espasmo, de duração curta, um “coice de porco”. Mas estão enganados, rompemos a inércia e não nos pegarão mais de surpresa. Vigiaremos tudo, inclusive as longas sessões noturnas e as madrugadas onde o mal nos ronda.

             Acabou a fantasia, voltemos à realidade por mais dura que seja. Nossa trincheira continuará a ser a honra a lisura e a ética. Vem aí as eleições de outubro. É claro que não se pode substituir todos os corruptos de uma vez, vamos então por partes, 50% nesse pleito, 30% no outro até reduzirmos essa chaga a níveis toleráveis e administráveis. As coisas estão mudando, a opinião pública está se fazendo ouvir. E esse é o caminho. Político tem medo de povo. Cabe a nós, portanto assumirmos papel de protagonistas nessa luta. Se baixarmos a guarda, poderão vir novos cruzados, e aí sim correremos um grande risco de irmos a nocaute.

 

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