Quando entramos na última etapa da vida, dos cinquenta em diante, experimentamos inúmeras modificações em nossas atitudes e comportamentos, em decorrência do envelhecimento, e seus efeitos sobre nosso corpo e mente. Em geral as debilidades físicas são melhor compreendidas. O enrijecimento das juntas, perda de massa muscular, decréscimo na capacidade respiratória e outras mudanças progressivas são explicáveis com conceitos puramente biológicos e tratados principalmente com melhora da alimentação, suplementos alimentares e exercícios físicos. No entanto, existe a outra parte do envelhecimento, envolvendo o cérebro e a psique de cada um. Com muita frequência apresentamos pequenas falhas de memória, do tipo: Ir à cozinha e esquecer o que foi fazer lá, demora na reação as perguntas, pequenas desorientações em trajetos conhecidos, esquecer momentaneamente nome de amigos, e outros tipos de “brancos”. Grande parte das pessoas começam a relacionar esses deslizes com o “Mal de Alzheimer” uma doença descrita pelo Dr. Alois Alzheimer em 1906, que tem se tornado mais comum a medida que a expectativa de vida aumenta. Porém essa se trata de uma de uma doença degenerativa do tecido cerebral, e que leva a sintomas extremamente mais severos como: Não reconhecimento dos filhos, do ambiente onde se encontra, dependência para os cuidados pessoais e completo isolamento cognitivo. Portanto trata-se de um quadro severo. As pequenas alterações que descrevemos primeiro, grande parte das pessoas apresentam em graus e combinações variáreis e muitas vezes passam a sentir um medo exagerado associando as duas situações. É comum aos médicos receberem em seus consultórios, pacientes apavorados, achando-se a um passo da demência. Apresentam-se ansiosos, e as vezes deprimidos com a constatação. O medo vai exacerbando os sintomas. Nessa situação, cada pequeno vacilo, pequeno lapso de memória, é traduzido pela mente como indicativo de Alzheimer, e leva o paciente e/ou os familiares ao pânico. Esse texto pode parecer muito simplista, e carente de maiores explicações no campo médico. No entanto seu propósito é apenas de tranquilizar aqueles que se sobressaltam aos mais leves lapsos de memória e pequenos quadros de confusão mental. Fiquem tranquilos, estão muito bem acompanhados já que grande parte da população ao atingirem a terceira idade os tem.  E ainda uma última ressalva, enquanto lembrarmos dos nossos problemas de memória, não se preocupem, eles não existem. É claro que uma visita periódica ao médico é de grande valia para prevenir e tratar muitos males, mas dificilmente esses pequenos “apagões” se isolados, serão levados muito em conta.

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