Acentua-se com o tempo, a dificuldade de comunicação dos jovens, com as gerações que os precedem. Eu próprio tive dificuldades para dialogar com meus pais, tios, avós. Achava suas ideias e linguagem defasada e inapropriadas para o “meu tempo”. Abusavam de expressões como: “ No meu tempo era diferente, bastava meu pai olhar que eu já entendia” ou “Se eu respondesse assim para o meu pai ou minha mãe, apanhava com vara de marmelo” ou ainda “Se eu tirasse nota baixa tinha que me explicar em casa. Meu Pai nem ia tirar satisfação com a professora”. – Acontece que a vida é dinâmica e suas mudanças devem-se ao aumento do conhecimento, e à velocidade de disseminação da informação. É evidente que deve haver sempre hierarquia e respeito entre Pais e filhos, velhos e jovens. Porém, as ferramentas de acesso já não podem ser apenas a autoridade, tom severo, castigo físico, e imposição da vontade. Quem insistir nesse caminho pode se perder na tentativa e gerar conflitos de consequências imprevisíveis. Respeito não se impõe, se conquista.  A situação hoje exige diálogo, argumentação, conhecimentos, persuasão.  Os Pais e professores não podem parar de evoluir.  Um pouco de conhecimento de informática, games, redes sociais, formas de comunicação modernas ajudarão a fazer essa aproximação. Utilizar linguagens mais atuais. Que tal ouvir um pouco da música jovem. Assim como sabemos que poucos ou nenhum deles vão ouvir e apreciar “Saudades de Matão”, também não podemos fechar totalmente os ouvidos para os Funk, hap, sertanejos modernos e os bate estacas que eles ouvem, dançam e apreciam. Tente, de alguma coisa você vai gostar. Se você tem uma dieta saudável, procure convencer seu filho das vantagens dela, mas não deixe de leva-lo vez por outra a uma lanchonete para comer um sanduiche com tudo que tem direito. Diminua o radicalismo. Conheça e conviva com a tribo, não critique tanto as esquisitices, vestimentas, tatuagens, piercings, guarde seu rigor para assuntos mais sérios como consumo de drogas, gravidez precoce, delinquência juvenil e outros. Para melhorar esse diálogo e convivência entre duas ou mais gerações, é necessário que todos tenham interesse em encurtar a distância. Os mais velhos dando alguns passos à frente e os mais jovens atrás.

                  Cada geração vai se tornando mais informada que a anterior. E isso vai aumentando a largura e profundidade do fosso. Cabe aos mais velhos se prepararem para entender, enfrentar, conviver e usando a experiência tolerar os arroubos da juventude.

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