É possível que todos concordem que a vida é dinâmica, multifacetada, e sofre variações em intervalos de segundos. A tecnologia, o avanço da ciência em todos os campos tem levado o ser humano, o único ser a preocupar e acompanhar racionalmente as mudanças, a um estágio de camaleão. Os homens estão sendo obrigados a modelar pensamento, condutas, ideias, a fim de acompanhar o progresso que a cada dia se mostra mais veloz. Objetos, livros, ideias, normas, condutas, vão se tornando obsoletos a intervalos cada vez mais curtos. Novos conhecimentos e conceitos vão se impondo sem dar às pessoas a chance de entender, avaliar, muito menos questionar. A velocidade e dinamismo do progresso, criam degraus culturais, e dificuldades de relacionamento entre as gerações que se sucedem. Avós, pais, filhos, e netos divergem em gostos, pensamentos, comportamentos, preferências, opções, atitudes e cada um defende suas crenças e pontos de vista como sendo os mais corretos e adequados. A aquisição de conhecimentos pelas gerações mais antigas era feita de maneira lenta, porém com mais profundidade. Vinha através de livros, cursos específicos, repetição de experiências práticas, ensino presencial. Hoje acontece de maneira diferente. Com auxílio de mídias eletrônicas, são oferecidas informações a juventude, em volume centenas de vezes maior do que seus pais e avós obtiveram. Porém de maneira mais resumida e superficial. A geração atual tem se conformado com o “resumo” oferecido pelos aplicativos de pesquisa, os quais são copiados e colados nos trabalhos acadêmicos. Essa conduta vem se avolumando com o tempo. Portanto pode-se deduzir o seguinte: “Os mais velhos têm conhecimento mais consolidados e profundos sobre um número menor de assuntos, enquanto os mais jovens, tem um conhecimento menos consolidado e profundo sobre um número maior de assuntos”.   Esse fenômeno tende a ser crescente.

                  É provável que nunca mais haja um nivelamento cultural, e isso é aceitável. O que pode e deverá acontecer é uma convergência para um estágio menos conflituoso, e um reconhecimento maior de que uma geração precisa e as vezes depende da outra.  Caminhando juntos para o futuro de maneira sinérgica, velhos e moços só terão a ganhar. Se não sucumbirem à vaidade, orgulho e soberba.  E, compartilhando o que há de bom nas duas realidades, conviverão de maneira aceitavelmente harmônica. Esse círculo virtuoso poderá facilitar o caminho das gerações rumo ao futuro.

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