Não é a primeira vez que acontece.  No início dos anos 70, veio morar no Brasil, depois de passar pela França e Austrália, o famoso assaltante inglês chamado Ronald Biggs, participante do assalto a um trem postal na Inglaterra em 1963, levando 2.5 milhões de libras esterlinas.  Um repórter do jornal Daily Express o localizou no Rio de Janeiro em 1974, mas como o Brasil não tinha acordo de extradição com a Inglaterra não foi repatriado na época. Em 1981, foi sequestrado por uma milícia e levado para Barbados no Caribe. Esses milicianos esperavam negociar o refém com as autoridades do Reino Unido. No entanto os advogados de Biggs, alegando que ele era casado com uma brasileira que estava grávida conseguiram junto as autoridades brasileiras, gestões para que Biggs fosse mandado de volta para o Brasil.  Foi a primeira edição do movimento O BANDIDO É NOSSO.  Biggs permaneceu livre até 2001, quando negociou com o jornal Inglês “The Sun” o seu retorno voluntário a Inglaterra mesmo sabendo que seria preso na chegada. O Jornal gastou cerca de cinquenta mil libras, e ficou com os direitos exclusivos da história.

             Em 2007, depois de passar por vários Países, foi preso no Rio de Janeiro o notório ativista Italiano Cesare Battisti, que na década de 70 pertencia a organização clandestina PAC – Proletários Armados para o Comunismo, que promoveu muitas ações de força na Itália. Na conta de Battisti constavam participação em quatro homicídios, dois como autor e dois como coautor e pelos quais estava condenado a prisão perpétua na Itália, em julgamento à revelia. O Ministro da Justiça Tasso Genro concedeu-lhe o status de refugiado em 2009. Com a insistência do governo Italiano na sua extradição, o STF votou favorável, mas deixou mas deixou a decisão final para o Presidente Lula, que não autorizou, concedendo o asilo definitivo.  Em 2018, o STF julgou novo pedido de extradição e desta vez além de votar a favor, o Ministro Fux ordenou que ele fosse preso. Aí ele desapareceu.  A Polícia Federal afirma ter realizado cerca de 30 operações para encontra-lo não logrando êxito. Finalmente preso em 12 de janeiro/2019 quando caminhava por uma avenida de Santa Cruz de la Sierra na Bolívia Battisti não ofereceu resistência. Algumas vozes da esquerda brasileira, e até algumas do governo fizeram um esboço de movimento para que o terrorista voltasse ao território Brasileiro onde tinha residência permanente, era casado com uma brasileira com quem tinha um filho. E daqui finalmente extraditado. Seria a reedição de O BANDIDO É NOSSO. Fomos salvos pelo governo Italiano que mandou buscar Battisti na Bolívia. E danem-se as firulas jurídicas. já vai tarde!

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