É fato sobejamente conhecido, que nas últimas décadas, foram raros os políticos e dirigentes no Brasil que não se envolveram em irregularidades no exercício do cargo. Trata-se ou tratava-se de um esquema estabelecido e quase automático. Vantagens eram oferecidas e recebidas sem uma análise mais profunda da legalidade ou não do ato. Chegava a ter ares de normalidade.  O que faziam esses postos cobiçados, era justamente as facilidades de acesso a benesses e ilicitudes que traziam vantagens a quem ocupava o cargo, e a quem o indicava.  O COAF, caso prezasse por eficiência poderia estar abarrotado de trabalho, mas não é o que parece. Casos são divulgados na mídia esporadicamente e muitas vezes de forma oportunista. Tendo se mantido calado diante de irregularidades imensamente maiores, porque esse particular interesse por movimentações  pequenas e cuja responsabilidade  se restringe apenas ao seu autor.

          O Brasil precisa deslanchar, aprovar as reformas estruturais. Avançar nas agendas da saúde, educação, segurança pública, combate às desigualdades sociais sobretudo combatendo o desemprego. Reconquistar a confiança dos investidores internacionais. Se inserir novamente no cenário mundial como uma Nação importante econômica e politicamente, o que já foi num passado recente. O que se observa é que mesmo tendo passado as eleições, esquerda e direita continuam se torpedeando por razões menores no contexto geral. Deslizes de um lado ou de outro devem seguir seu curso investigativo n, mas restrito aos foros adequados.  Precisamos de uma trégua para que os reais problemas comecem ser enfrentados, sem desvios de foco, ou perda de tempo.  As pirraças e vendetas não podem assumir um grau de protagonismo que dificulte o enfrentamento dos problemas que realmente interessam.  O governo precisa ataca-los na ordem direta do seu grau de importância para a governabilidade, e o bem estar da sociedade. É improdutivo quando interesses políticos, pessoais, ou paroquiais obstruem  o fluxo de energia que o País precisa para impulsionar seu desenvolvimento. A maioria da sociedade deu um crédito de confiança ao  presidente eleito, e ele agora precisa governar. E precisa governar o Brasil no atacado. Sem perder tempo com picuinhas de varejo.

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