O único animal que pode avaliar a importância, a grandeza e o valor da vida é o homem. Os demais animais são instintivos. Por contar com a faculdade da razão o homem planeja, e premedita suas ações para o bem ou para o mal. Nos tempos atuais a vida tem sido muito negligenciada em todas as esferas de atividade. E existem muitas formas de fazer isso. Esportes radicais como saltar de pára-quedas, asa delta, rapel, que atraem pela adrenalina que liberam. Drogas, álcool e outros vícios, são todos exemplos de iniciativas individuais e voluntárias de negligenciar a vida. Outro exemplo é o descaso dos responsáveis pelas ações de conservação e manutenção de bens e equipamentos de fábricas, transportes públicos, instalações industriais, como usinas e mineradoras. Nesse caso, não levam a risco individual, mas coletivo. A ganancia é componente importante nesse processo. Minas que desabam soterrando trabalhadores são também faces do descaso. Sacrificam a segurança para obter redução de custos. Há pouco tempo, um avião deixou de ser reabastecido, resultando num acidente que ceifou setenta e duas vidas brasileiras na Colômbia. Tudo por uma economia de quatro mil dólares. Pistoleiros podem ser contratados para executar pessoas por uma ninharia. Mata-se por um telefone celular, por pequenas rusgas no transito. Mulheres são mortas por companheiros ou ex-companheiros por motivos fúteis. Idosos são mortos por jovens que se apoderam de seus parcos recursos. Ou seja, a vida é trocada por milhões ou tostões depende do caso.  Temos observado uma banalização sem precedentes da violência, e da irresponsabilidade e some-se a isso a paralisia e descompromisso de quem deveria combater e fiscalizar. A omissão dos grandes complexos industriais tem ceifado vidas de forma recorrente, sem que haja preocupação em reparar ou mesmo aprender com erros passados.  Viadutos desabam, pontes são arrastadas por enchentes, prédios caem por falta de reparos ou vistorias. Enfim, a conclusão que se pode tirar é que a dupla descaso-ganancia tem papel preponderante em reduzir o valor da vida de forma continuada. O Homem tem feito muito mau uso da razão e com isso pondo em risco a segurança, e a garantia de futuro da própria raça humana. O menosprezo e descaso pela vida têm várias origens: Individuais, ineficiência do Estado e de suas políticas de segurança pública com consequente aumento da violência, negligência das grandes corporações, agressões ao meio ambiente e outras. Tudo isso contribui para a desvalorização da vida. A persistir assim, esta não valerá absolutamente nada, e em muito pouco tempo é provável que tenhamos que pagar para viver.

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