Parado ao lado do caixão de Marcos, que partiu há dois dias para a outra dimensão, olhando o sofrimento de sua mulher e de suas filhas, comecei a pensar sobre esse portal invisível que separa a vida física da vida etérea, que todos temos que encarar um dia. Tata-se do mais definitivo dos eventos. Cada um de nós irá ultrapassa-lo mais dia, menos dia, de maneira definitiva e final. Me arrepiei quando pensei no sentido democrático e igualitário da morte. Por mais que as pessoas sejam diferentes na vida nos quesitos culturais, econômicos, raciais. Pessoas boas, más, indiferentes, avarentas, desprendidas, humildes, vaidosas, nela todos se igualam. Ninguém permanece indefinidamente deste lado do portal. Ao ultrapassa-lo nos livramos das posses, títulos, e grandezas terrenas. De nada precisaremos na realidade espiritual.  Nosso legado bom ou ruim, ficará no plano terreno, sendo lembrado ou reverenciado pelas pessoas na proporção da importância de nossos feitos.  O bem extremo ou o mal extremo, serão lembrados eternamente, e registrados na história.  Porém,  maioria dos homens terão suas palavras, atitudes posicionamentos lembrados apenas por uma ou duas gerações no máximo.  Essa reflexão nos faz ver que devemos procurar o sendeiro do bem, viver de maneira leve e serena, em harmonia com nossa família, amigos, e todos com quem quem convivemos.  É melhor ser lembrado pelo sorriso, e pela gentileza. Vá com Deus amigo Marcos, você deixou boas lembranças e exemplos para suas filhas e netos.

 

 

 

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