É marcante o apoio de mais da metade da população ao novo governo empossado em primeiro de janeiro último. As agendas implementadas as duras penas nas diversas áreas da administração vão aos poucos avançando apesar de alguns contratempos impostos pela oposição, e pela parte menos informada da população. No entanto algumas atitudes pessoais do Presidente, mesmo estando dentro de suas prerrogativas, não tem ajudado, e tem sido motivo de controvérsias e insatisfação tanto da classe política quanto dos brasileiros que acompanham o desenrolar dos fatos com mais atenção e interesse. A mais recente diz espeito a nomeação de seu filho para embaixador nos Estados Unidos. Caso não seja apenas rumor, isso levará a uma sensação de desprestígio no meio diplomático brasileiro, onde com certeza existem excelentes candidatos. Isso só já seria desconfortável. Além disso, poderá ser considerada nepotismo, conforme já se manifestaram alguns ministros da suprema corte. Um embaixador precisa ter larga experiencia no campo diplomático, saber negociar, exigir, ceder quando necessário. Uma embaixada é um pequeno pedaço do território brasileiro, no exterior, regido pelas nossas leis. Seu ocupante precisa ter um vasto conhecimento de todas as peculiaridades do país. É verdade que já foram nomeadas pessoas que não preenchiam esse requisito. Muitos eram apenas políticos, e isso nunca foi a melhor solução. Se a proposta do novo governo é passar o Brasil a limpo, então é preciso nomear pessoas preparadas e técnicos para todos os cargos, conforme promessa de campanha. Não se trata de questionar a expertise e inteligência do filho do presidente. Mas convenhamos, ter feito intercambio estudantil, falar inglês, e ter preparado hamburgers naquele país, pode ser importante para o seu currículo pessoal. No entanto é muito pouco para qualifica-lo para a função de embaixador sobretudo num país da importância dos Estados Unidos no cenário mundial, independente de afagos e elogios do presidente americano.  Caso se confirme essa nomeação, haverá um significativo desgaste pelo qual o presidente não precisaria passar. As coisas precisam ser levadas mais a sério no Brasil. Uma atitude dessas criará um constrangimento que não precisamos e muito menos merecemos. Embora o indicado seja um parlamentar bastante promissor, é só isso por enquanto, um parlamentar. Falta-lhe experiencia e jogo de cintura, tão necessários a um embaixador.

 

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