Antes de começar a escrever essa crônica, liguei o spotfy e coloquei num delicioso Jazz, esse gênero de música tem o dom de me acalmar e me deixar num estado de espírito meio Zen. Aproveitando o gancho comecei a pensar na importância da música para as pessoas e para o mundo. Acompanhei muitos movimentos musicais ao longo da vida. Ye Ye Ye, bossa nova, tropicália, jovem guarda , até gêneros mais modernos  como Funk, Hi Hop, sertanejo universitário, e cheguei a conclusão de que todos eles foram  reflexo de comportamentos sociais, revolução de costumes, ou marcos de tribos diversas. Todos eles no entanto têm uma existência limitada, duram até a próxima mudança de conceitos sociais.  Poucos são os gêneros musicais que extrapolam o tempo, desses derivam todos os outros passageiros e efêmeros. O Jazz é um desses gêneros, soma-se a ele a música erudita (clássica) em seus mais diversos desdobramentos.  Estando presente em todas as situações de nossas vidas, alegres, tristes ou comemorativas, essa maravilhosa descoberta humana simbolizada por apenas sete notas primárias, merecem todas as nossas homenagens. A música  é uma linguagem universal. Um músico indiano, australiano, tibetano, russo pode executar uma música escrita por um brasileiro, americano, mexicano sem nenhuma dificuldade. Basta a partitura baseada nas sete notas citadas.  Bom também seria se isso se aplicasse à linguagem falada e escrita. Há tempos não ouço, nem leio a respeito, mas já houve uma tentativa de se universalizar a comunicação  através de uma linguagem chamada “ESPERANTO, criada em 1887 por um médico polonês chamado Ludwik Lejzer Zamenhof. Provavelmente o nome escolhido refletia a esperança de que todos os homens se entendessem numa mesma língua. Deve ter esbarrado em grandes dificuldades, de todas as naturezas, inclusive comerciais. Na teoria parecia muito bom, chegaram a criar núcleos de estudo de “esperantistas” pelo mundo afora. Mas não passou de um tubo de ensaio não tendo chegado a resultados relevantes. Não sei como está seu estágio de desenvolvimento, ou se foi abandonado. Teria sido muito bom se essa tentativa tivesse prosperado e se hoje todos os homens tivessem a facilidade de se comunicar na fala e escrita, tanto quanto na música. Isso, sem contar que com as redes sociais em esperanto poderíamos ficar sabendo das fofocas do mundo todo sem precisar de tradutor. Já pensou?. Cheguei a ter duas aulas de esperanto quando bem jovem, e tudo que me lembro é: La kato estas besto, unkau la czërizo  (O gato é um animal, e também o burro). Infelizmente para mim ficou nisso.

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