Certa vez, voltando de carro de Icaraíma no noroeste do Paraná, onde residem alguns dos meus parentes. Vi quando um caminhão capotou há uns dois quilômetros na minha frente. Diminuí a marcha e notei que muitos carros começaram a parar  dos dois lados da estrada. Pessoas atravessavam a pista correndo. A princípio pensei que iriam socorrer o motorista. Parei também, e fui me inteirar da situação. Era um caminhão baú, transportando  açúcar, já embalado em sacos de 5 kg. O motorista estava saindo sozinho, com dificuldades, da cabine do caminhão, ao mesmo tempo em que dezenas de pessoas começavam a “saquear” a carga. que se espalhara pelo chão. Inclusive mães, incentivando filhos a carregar os pacotes para o porta malas do carro, partindo em seguida sem nem olhar para o motorista. Liguei para a polícia rodoviária, depois examinei rapidamente o homem, que por sorte teve apenas alguns cortes nos braços, e um no rosto. Insisti para leva-lo a um hospital, mas ele se recusou, dizendo que precisava esperar a polícia. Como o sangramento parou, segui minha viagem perplexo com a atitude pequena daqueles meus irmãos brasileiros. Egoísmo puro.  Agora, traçando um paralelo para os dias difíceis que estamos vivendo com essa pandemia viral. Volto a ver estarrecido, grande parte da população correndo para os supermercados, farmácias, feiras, comprando e estocando gêneros alimentícios, de higiene pessoal, gás de cozinha, etc. Movidos pelo mesmo sentimento de egoísmo, que moveram aqueles saqueadores. É preciso que haja sentimento de coletividade. Ninguém numa situação de dificuldades como esta pode pensar somente em si, e nos seus. A palavra de ordem É “coletividade”. Devemos pensar e ajudar uns aos outros, cada um dentro da sua função, como numa colmeia. Estamos todos aflitos, a situação por si só já não é fácil, imaginem entrarmos todos em pânico. Se imperar a lei do “cada um por si”, aí sim, será o Caos. O ser humano é capaz dos maiores gestos, e das maiores mesquinharias. Vamos ficar só com os primeiros. Então ficaremos bem. Calma gente, já vivemos coisas piores, só que com menos badalação.

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