DEVANEIOS DO MEDO…

Pensamentos e olhares divagam

Sobre a cidade semi morta

Os homens, tal qual abelhas no frio

Se recolhem a seus favos

Ainda que queiram, temem sair

Por quanto tempo terão que seguir

Ordens partidas da insensatez

Os poucos que ousam, por conta do medo

Escondem o rosto com mascaras de pano

De forma e matiz variados

Formando um estranho caleidoscópio

De seres perdidos e apavorados

Diante de um ser  cruel e microscópico

Que assusta  e paralisa sem se importar

Se o medo a fome o desemprego

Também podem matar

 

AVP-23/04/2020

 

 

 

 

 

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