Caminho numa multidão sem rosto

Só os olhos aparecem e já se mostram cansados

De enxergar, sorrir, concordar, discordar

Fazem trabalho dobrado, humildes sem reclamar

 

O sorriso encoberto tenho que imaginar

Se está feliz ou se sofre, o olhos tem que mostrar

Abraços foram trocados por toques de cotovelos

Ninguém escuta o que digo, não entendem meus apelos

 

Quero voltar ao que era no menor tempo possível

Quero ver dentes, sorrisos, o rosto da minha gente

Esquecendo para sempre esse inimigo invisível

 

Hoje, primeiro de junho, será nosso marco zero

O mundo se reabrindo para uma vida normal

Abri a porta de casa, e pernas pra que te quero

 

AVP-01/06/2020 (Tempos de pandemia)

 

 

 

 

 

 

 

 

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