BICHO HOMEM…

             O homem é de longe o mais perigoso dos animais. Como tem a faculdade da razão e do pensamento lógico, era de se esperar que suas ações frente as tragédias que de tempos em tempo sua espécie enfrenta, se pautassem pela humildade, solidariedade, sentimento de amor ao próximo e espírito coletivo. Que colocasse o interesse comunitário acima dos pessoais, e agisse de forma coordenada e unida para a resolução ou amenização dos danos ocorridos. É bem verdade que uma boa parte age em consonância com as necessidades impostas por acidentes, fenômenos naturais ou emergência sanitária. No entanto o que vemos são corporações ou pessoas, sobretudo políticos, que aproveitando da situação de fragilidade da população atingida fazem de tudo para tirar proveito próprio. O atual quadro de pandemia que enfrentamos é um bom exemplo deste tipo de atitude. Já não bastasse os males causados pela doença em si, incluindo milhares de mortos, ainda somos forçados a conviver com manipulação de dados, desinformação proposital, que levam a população ao medo exagerado e ao pânico. Povo com medo é muito mais suscetível  às manipulações para uso político ou econômico. Formaram-se manadas que agem e correm em direções diversas, facilitando a influência de grupos corporativos e políticos que visam apenas aumentar seus próprios dividendos e lucros. Gigantes da industria farmacêutica se lançam em disputa frenética para descobrir e sintetizar um medicamento, uma vacina. O primeiro que colocar no mercado um produto medianamente confiável terá o privilégio assegurado pela patente, de explorar de maneira exclusiva por anos a fio o seu comércio e seus lucros. Para isso ignoram e até mesmo proíbem  através de lobbies, o uso de medicamentos ja existentes, e que geralmente são baratos, para lançar o produto novo no mercado por um preço muitas e muitas vezes maior (Egoísmo comercial). Políticos de todos os escalões se dividem quanto o caminho a seguir. Usando a tragédia como pano de fundo, não hesitam em aumentar  seus números através de fraudes ou escalar pilhas de mortos para obter mais recursos junto aos cofres públicos e gasta-los sem a obrigatoriedade de prestar contas. Com isso boa parte destes recursos são desviados para viabilizar projetos políticos pessoais. Este comportamento de querer tirar proveito de situações desastrosas acompanha o homem desde o seu aparecimento, mas veio acentuando a medida que foi se tornando um animal mais desenvolvido e diferenciado. Quanto mais inteligente e racional o homem se torna, mas primitivo parece.

AVP/MAIO/2020

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