Horas iguais de dias iguais

Não sei mais o que faço para me distrair

Na clausura que não faz sentido

Se canto não ouço, se durmo não sonho

Se choro não vejo, me sinto perdido

Estou  como uma planta murchando

Por falta de ar de adubo e de sol

Como acabar com esse tempo enfadonho

Da mesmice, do tédio  que me amedronta

Quero voltar ao abraço dos amigos

Não vejo a hora de andar pela cidade

Do transito caótico já tenho saudade

Dos bares lotados e dos restaurantes

Estou ansioso por ver-me liberto

E ir atrás da vida que tinha antes…

 

AVP-08/06/2020 (tempos de pandemia).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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