Me assusta a indiferença dos calados

O silêncio a que se impõem a maioria

Ante o cinismo e a vaidade dos que mandam

Alheios aos danos  da hipocrisia

Dos políticos afeitos aos compadrios

Escravos do capital tirano e frio

Porque me confinam afinal?

Por quem me tomam esses moços?

Se nem conhecem plenamente o inimigo

Porque então este castigo deprimente?

Me privando do abraço dos amigos

E até mesmo de atender meus pacientes

 

Me aprisionam nos limites de mim mesmo

Sob o discurso de me dar abrigo

Fingindo ser para o meu próprio bem

A pretexto de combater o inimigo

Sem mostrar um pingo de decência

Tentam encobrir a própria incompetência

A clausura  obrigatória me deprime

Meu espírito é rebelde e decidido

Não concordo em ficar em casa escondido

Com o corpo são e a alma adoecida

Isto é como estar morto em plena vida

 

AVP-28/06/2020

 

 

 

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