Quando se omite do uso da razão

O homem se transforma em fera

Ultrapassa limites, assume a soberba

É a própria insensatez quando se destempera

Espezinha humilha desmerece

Mostra poder de feitor, açoita forte

Não importa a extensão da ferida

Que causam seus arroubos e agressões

Tão pouco se podem levar à morte

Sonhos amores ambições

 

Ser inglório arrogante inconsequente

Ser movido pela força da cobiça

E da maldade que lhe atiça a mente

Fere fundo com armas ou com palavras

Todo aquele a quem vê como oponente

Não é instinto de defesa, nem acaso

É maldade mesmo o que vai na alma

Deste ser abjeto, mesquinho e raso

Pleno de ira rancor e vaidade

Que não abre mão do orgulho jamais

Não lhe restando na mente perturbada

Qualquer sinal de amor ou piedade

Se torna o mais cruel dos animais

 

AVP-09/JULHO/2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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