Está cada dia pior. Há meses que os Brasileiros são bombardeados de cedo até a noite com noticiários  repetitivos e enfadonhos, de conteúdo centrado em dois assuntos: a epidemia viral que assola o mundo, e as falas do presidente da república. Repórteres se dão ao trabalho de ficarem de plantão em locais por onde o presidente rotineiramente passa, ou pode ocasionalmente passar, para colher conversas informais, de improviso, e respostas a perguntas feitas por seus  admiradores ou detratores. Não é fácil aturar essa mesmice durante as vinte e quatro horas do dia. Em relação a COVID-19, são divulgadas informações que mais confundem do que informam. Estatísticas manipuladas ao bel-prazer dos interesses sufocam a população que já não cabe em si de tanto medo, incerteza e pânico. Falam de um “pico” que é sempre postergado, assim como a injusta e inútil quarentena que por ele espera. Cientistas perdidos com pesquisas em direções diversas. Condutas antagônicas e contraditórias e recomendações confusas e difíceis de seguir. É difícil de entender e de explicar o aprisionamento dos cidadãos em localidade com poucos ou nenhum caso desse novo vírus, que de novo nada tem. Os efeito de sua passagem vão continuar aparecendo independente de qualquer providencia superficial ou cosmética para justificar a impotência dos governos. Quando um inimigo como este encontra pela frente um exercito acovardado, de joelhos ou rastejante, aí ele deita e rola. É preciso uma atitude mais positiva. Devemos usar as armaduras disponíveis (máscaras, álcool em gel higienização dos ambientes), mas não se pode fugir à luta com a desculpa de esperar a estrutura de saúde, sobretudo a pública, estar preparada para um aumento de demanda. Isto simplesmente nunca ocorrerá. O que se vê no horizonte é desemprego, violência e fome. Quando mudam de assunto passam a repassar exaustivamente as “falas do presidente e  as respostas dos citados”. O presidente disse isso. O presidente disse aquilo. O ministro disse que o presidente disse, que o outro disse, que o general fulano disse que o presidente devia dizer e não disse. Que a secretária do ministro disse, que o ministro não disse. Que o STF disse que se o presidente disser que disse, ele diz que não disse. – Uma rede infindável de fofocas e mexericos que em nada ajudam na procura da rota certa e segura para o País. É preciso mudar o foco para coisas construtivas. Deixar de lado as falas e valorizar os fatos. Ignorar as divergências e procurar as convergências. Mas não vou ser ingênuo a ponto de não entender que por baixo desse angu tem caroço. Todo esse ambiente Está  sendo criado em torno de interesses escusos e provavelmente inconfessáveis.

AVP-10/07/2020

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