Enquanto navego nas águas  da incerteza

Penso nas idas e vindas percorridas

Buscando calmaria, fugindo às correntezas

Indiferente ao destino, omisso alienado

Me apequenei diante dos desafios

Pelos fracassos escolhi culpados

Mas culpar não posso senão a mim mesmo

Pelo meu comodismo arraigado

Se continuo assim, nunca grito ou reajo

Também serei eu culpado pelo naufrágio

Tivesse eu sido um timoneiro valente

Que enfrentasse as ondas com destemor

Que não ficasse tão apático e indiferente

Mesmo a derrota teria louvor

 

Mas ainda resta um fio de esperança

Se eu romper a inércia e partir para a luta

Assumindo o papel de protagonista

Mandando  para o calabouço da história

Essa corja de filhos da puta

Que mandam e desmandam, toma decisões

Que se assumem como donos da razão

Rasgam a constituição

Defendendo interesses inconfessáveis

Compadrios, conchavos, pouca vergonha

Ferindo de morte o futuro alvissareiro

Que a pátria merece e sua gente sonha

Se não reagir agora só me restará o grito derradeiro

Ai de mim! Povo brasileiro!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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