Um dia me perguntaram se tenho medo da morte

Eu não tenho esse direito, pois quem viveu do meu jeito

Bailando nos braços da sorte

Porque razão haveria de temer a própria morte?

Já a vi algumas vezes, velha feia assustadora

Com voz rouca, tenebrosa baixinho foi me dizendo

“Por enquanto você vai seguir vivendo,

Quase cometi um erro, ainda não é sua vez

Voltarei no dia certo e bem na hora marcada”

Foi-se embora e me deixou para uma nova empreitada

Temos um encontro marcado, dele não posso fugir

A rigor não tenho medo, mas tão pouco tenho pressa,

A agenda não está comigo, não a posso controlar

Quem quiser furar a fila é só pedir para passar

Eu atendo, cedo meu lugar correndo

E fico um pouco mais na festa

E para me tirar desta e levar para a “melhor”

A velha feia da foice terá que mostrar suor…

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